<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355</id><updated>2011-07-28T15:17:11.776-07:00</updated><title type='text'>Escrevo Às Vezes</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-929264740234876798</id><published>2010-09-27T13:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-17T13:19:23.828-07:00</updated><title type='text'>Monstro</title><content type='html'>Tudo o que ele fazia era ficar sozinho. Isolava-se, fechava-se e corria a pontapé tudo o que se aproximasse, sem querer saber das intenções ou vontades dos outros. Apenas se sentia bem sozinho, separado de todos aqueles que não conseguia compreender. Todos eles.&lt;br /&gt;No entanto, bem lá no fundo daquela jaula que construíra em redor de si próprio, perdido algures numa escuridão silenciosa, estava aquele vazio de sempre. O buraco negro que o acompanhava desde criança, o pedaço de carne que lhe faltava entre as costelas, perto do coração. Era uma ferida cuja origem desconhecia, mas que sempre ali estivera, e sempre soube o que dali se havia sumido.&lt;br /&gt;De forma instintiva, o seu corpo dizia-lhe o que devia procurar. Revelava-lhe o mapa com as indicações para o tesouro que lhe havia sido roubado antes ainda de nascer.&lt;br /&gt;Era mais do que certo que o que lhe faltava era outra pessoa.Uma certeza tão primitiva e visceral que não podia ser contradita. &lt;br /&gt;Encerrada algures no corpo de uma mulher estava a peça do puzzle que um dia o haveria de completar, com as veias e artérias que se iriam ligar ás suas na perfeição, restaurando a circulação da sua alma.Mas sozinho era como ele estava, e sozinho era como aprendera a estar.&lt;br /&gt;Só existia desconfiança no seu olhar, uma hostilidade profunda para com o mundo inteiro. Não sabia sequer porquê, mas a agressividade era a resposta mais simples a todos os seus problemas. &lt;br /&gt;Um murro bastava para abrir um caminho e um pontapé rapidamente removia qualquer obstáculo. Sabia o que era o medo, mas apenas porque o via nos olhos dos outros. Reconhecia o pânico ao ver alguém fugir de si. Não era algo que lhe agradasse ou desagradasse, era apenas a ordem natural das coisas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-929264740234876798?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/929264740234876798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=929264740234876798&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/929264740234876798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/929264740234876798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2010/09/monstro-ser-continuadocompletado.html' title='Monstro'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-7730914900856763369</id><published>2010-07-22T17:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T17:51:52.788-07:00</updated><title type='text'>Sonhos Recorrentes , o Remix</title><content type='html'>Desde pequeno que tenho vários sonhos recorrentes,alguns que se repetem desde ha muitos anos, outros que são relativamente mais recentes. A maioria não tem nexo absolutamente nenhum,alguns são mesmo um pouco assustadores. Há alguns dias tive dois desses sonhos durante a mesma noite, o que me deixou a pensar no seguinte: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E se um dia os sonhasse a todos ao mesmo tempo?E se os misturasse, fundisse e amontoasse numa só série de imagens estapafúrdias? "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei a ideia interessante o suficiente para perder tempo a imaginar esse sonho. O resultado seria qualquer coisa deste género: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estou dentro de um enorme jipe preto, completamente nu. Enquanto seguro o volante com uma mão, com a outra como bolachas,originárias de uma qualquer fonte inesgotável. Comigo no carro estão os os meus pais, os meus irmãos e os meus avós,todos encavalitados em cima uns dos outros (e vestidos).Através da janela do jipe vejo que conduzo pela encosta de uma montanha abaixo, numa fuga frenética á medida que toda essa montanha entra em erupção,transformando-se num vulcão de proporções bíblicas. Gigantescos rios de lava escorrem pela encosta abaixo, aproximando-se perigosamente do jipe, e o próprio solo racha-se e desfaz-se em fissuras abismais. O céu,que me parece bem perto do tejadilho do carro, está completamente negro.&lt;br /&gt;Deslizo e derrapo pelo vulcão abaixo,calmo e sereno na minha condução,enquanto toda a minha família grita histericamente. Como mais bolachas pelo caminho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, e depois de um período de tempo indefinido, afasto-me do perigo. Não sei bem onde estou,mas já não estou no jipe. Estou sozinho.&lt;br /&gt;Á minha frente vejo as ruínas carbonizadas daquilo que outrora fora uma casa. Apenas a estrutura se encontra de pé, postes de madeira acinzentada  erguem-se de uma densa camada de cinzas, como se fossem costelas de um esqueleto por desenterrar. &lt;br /&gt;Deambulo por ali,perdido, e de alguma maneira encontro a entrada para a cave. &lt;br /&gt;Existem jaulas de ferro de todos os tamanhos e feitios espalhadas por todo o lado, completamente enegrecidas e queimadas pelo fogo. Mas no meio de toda aquela escuridão vejo também vários tons de vermelho, já que diversos cadáveres, ou o que resta deles, se encontram amontoados ou pendurados um pouco por toda a cave. O chão que piso cola-se aos meus pés descalços, já que o sangue e as cinzas,misturados, transformam-se numa polpa pegajosa e grotesca. &lt;br /&gt;Não me consigo lembrar do que aconteceu naquela cave,não faço a mínima ideia mas, de alguma forma, sei que o culpado sou eu. Fui eu quem cometeu aquela chacina horrenda, e esse pensamento martela-me o cérebro com uma força doentia, não me deixando esquecer essa culpa. Parece que o meu crânio está prestes a rebentar e dou por mim a suster a respiração. &lt;br /&gt;Por fim, sem conseguir aguentar mais, saio para a rua a correr, de volta para o jipe. Tenho ainda uma bolacha na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber bem como, estou de novo a conduzir (ainda nu) e a comer as mesmas bolachas. A viagem passa-se sem sobressaltos e acaba por se desvanecer e esbate-se num burrão indefinido,como se tivesse fechado os olhos.&lt;br /&gt;Ao voltar a abri-los, apercebo-me de que estou deitado numa cama enorme. Ainda estou nu,mas já não estou sozinho (e as bolachas desapareceram finalmente). A meu lado está um corpo adormecido que reconheço antes ainda de o ver. Mantenho-me completamente imóvel, com medo de a acordar. Observo o seu corpo de alto abaixo e recordo-me de todas as linhas que desenham aquela silhueta..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado a este ponto, decidi não escrever mais, porque o conteúdo ia resvalar quase para a pornografia. Nada de hardcore, mas explicito o suficiente para que não o queira escrever aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a modos que é isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-7730914900856763369?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/7730914900856763369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=7730914900856763369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7730914900856763369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7730914900856763369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2010/07/sonhos-recorrentes-o-remix.html' title='Sonhos Recorrentes , o Remix'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-5079402454544851544</id><published>2010-04-29T17:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-29T18:40:36.071-07:00</updated><title type='text'>Beto</title><content type='html'>Um aperto de mão frouxo, mole.A camisola por cima dos ombros. O cabelo à fodasse a cair-lhe para os olhos. Os mesmos olhos com que me observa e avalia, de alto abaixo,como se eu fosse uma espécie de adversário. Como se houvesse algum tipo de competição,como se ele tivesse alguma hipótese. &lt;br /&gt;Adivinho-lhe,por detrás do sorriso falso,todos os pequenos pensamentos que ecoam na sua diminuta cabeça. É óbvia a forma como me julga e sentencia, à medida que a conversa se desenrola. Alguns desses pensamentos e opiniões conseguem escapulir-se e fazem-se ouvir,em voz alta. &lt;br /&gt;É quase de admirar a forma como se tenta destacar e impor, como cada frase e cada história e opinião fantástica são apenas mais uma maneira de se superiorizar. &lt;br /&gt;E sem se aperceber, a cada sentença e a cada argumento que elabora, vai revelando aquilo que realmente é. Vêm ao de cima todas as futilidades que lhe regem a vida. Ficam à superfície todos os mais pequenos defeitos, a boiar como cadáveres em decomposição. &lt;br /&gt;Torna-se óbvia a forma como julga o mundo em seu redor baseado apenas no reflexo baço da sua própria vida. Os seus horizontes são delineados apenas pela distância a que o carro da mamã o consegue levar. Ou que a carteira do papá lhe consegue pagar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho paciência. Consigo ser hipócrita apenas durante breves minutos. Respondo-lhe de forma torta,mas firme,duas ou três vezes. Olho-o bem nos olhos de criança mimada. A sua fachada desmorona-se com um castelo de cartas. De súbito,parece que tem um sitio onde ir,fazer não sabe o quê. Aperto-lhe de novo a mão, um aperto firme que de certeza lhe vai triturar alguns ossos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adeus, senhor Joao Maria Dinis Afonso Manuel Menezes de Albuquerque Maia Silva Mendonça e Sá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-5079402454544851544?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/5079402454544851544/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=5079402454544851544&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/5079402454544851544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/5079402454544851544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2010/04/beto.html' title='Beto'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-4996987101990318840</id><published>2009-12-05T17:33:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T17:42:23.479-08:00</updated><title type='text'>Eu sei.</title><content type='html'>Sim eu sei que sou esquisito.&lt;br /&gt;Também sei que estou sempre sozinho.&lt;br /&gt;Não precisam de me dizer que sou estranho.&lt;br /&gt;Não,não gosto de falar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me em paz.&lt;br /&gt;Não quero explicar porque é que não sou atiradiço.&lt;br /&gt;Ou porque é que sou tão timido.&lt;br /&gt;Nem porque é que não falo sobre as minhas relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim,eu sei que sou teimoso.&lt;br /&gt;Mas a pergunta que faço é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que porra de interesse é que tudo isso tem,para quem quer que seja?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-4996987101990318840?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/4996987101990318840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=4996987101990318840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/4996987101990318840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/4996987101990318840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/12/eu-sei.html' title='Eu sei.'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-7399765675815422291</id><published>2009-10-17T17:27:00.000-07:00</published><updated>2009-10-17T17:34:28.194-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enquanto esperava,sentado,que o tempo passasse,olhando para o nada mas em tudo pensando, cheguei de subito a esta conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sou o gajo mais ótario que conheço.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-7399765675815422291?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/7399765675815422291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=7399765675815422291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7399765675815422291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7399765675815422291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/10/enquanto-esperavasentadoque-o-tempo.html' title=''/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-8730943803242230130</id><published>2009-10-14T16:55:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T17:08:25.060-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje procurei por ti. Não te vi nos carros que passavam,não te vi por entre a multidão matinal, nem encontrei o teu reflexo nos vidros das janelas,a espreitar, a procurar por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fizeste-me falta. Mas não senti a tua mão na minha,os teus dedos nos meus,nem os meus lábios na tua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fechei os olhos e imaginei-te ao promenor, com as virtudes e defeitos que formam a enorme peça de um puzzle que eu queria completar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje não te consegui ver,delinear nem inventar. Começo a acreditar que não és mais do que um mito, uma lenda distante na qual os mais ingénuos acreditam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque hoje senti-me vazio,como sempre me tenho sentido, e neste desespero ridiculo de quem teme passar o resto dos seus dias sem ninguém a quem abraçar, amar e ser amado, apercebi-me do quão sozinho estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso hoje procurei por ti,mesmo sabendo que não te ia encontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-8730943803242230130?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/8730943803242230130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=8730943803242230130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/8730943803242230130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/8730943803242230130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/10/hoje-procurei-por-ti.html' title=''/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-2304139364830079937</id><published>2009-10-11T15:34:00.000-07:00</published><updated>2009-10-11T16:46:49.314-07:00</updated><title type='text'>Andar em circulos</title><content type='html'>Parece-me que estou a andar para trás. Não como quem viaja no tempo, mas sim como quem repete os mesmos passos vezes sem conta, na ilusão de que está a progredir, quando na verdade a paisagem parece ser sempre a mesma. Sempre o mesmo borrão cinzento que me rodeia, as mesmas silhuetas vagas de coisas e pessoas que me são indiferentes. Os mesmos ecos, as mesmas palavras ocas e gastas de sentido,os mesmos erros e o mesmo sentimento de culpa provocado por todos esses falhanços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no fim de tudo, não consigo ver ou descobrir uma solução,uma resposta ou um novo caminho que me ajude a sair deste circuito fechado. Não consigo,sequer,imaginar o meu futuro. Não me consigo adivinhar daqui a dois,cinco ou dez anos:&lt;br /&gt;A carreira promissora numa qualquer área, a casa onde talvez venha a viver, os lábios que poderei beijar e chamar meus, os filhos que talvez nunca venha a ter, tudo isto escondido por um manto negro que me aterroriza e cega.&lt;br /&gt;Morro de medo. Assusta-me pensar que tudo o que me está destinado é um grande nada, um zero absoluto que não é nada mais que o reflexo da minha própria inutilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais me resta se não enfiar as mãos nos bolsos, olhar algures para os meus pés, e continuar andar, até que um dia me encontre finalmente, ou esbarre contra mais um obstáculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-2304139364830079937?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/2304139364830079937/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=2304139364830079937&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/2304139364830079937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/2304139364830079937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/10/andar-em-circulos.html' title='Andar em circulos'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-6493107320254212659</id><published>2009-09-06T17:42:00.001-07:00</published><updated>2009-09-06T18:36:07.835-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Um passo de cada vez. Sinto todos os musculos das pernas a contrair e a descontrair,sempre ao mesmo ritmo, embalados por uma respiração controlada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada.&lt;br /&gt;Duas passadas.&lt;br /&gt;Três passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto este processo se repete infinitamente,deslizo por entre árvores altas de um verde profundo,num carreiro estreito de terra batida. Por cima de mim,bem para lá da copa das árvores, o céu vai-se esbatendo em tons de azul que se desfazem suavemente e, depois, se perdem numa brilhante faixa de fogo,algures num horizonte que apenas consigo adivinhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada.&lt;br /&gt;Duas passadas.&lt;br /&gt;Três passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixo as minhas defesas aos poucos. Todos os muros e portões são demolidos, abrem-se todas as janelas e quebram-se as correntes. Por fim,dispo por completo a armadura couraçada que me protege e sou,finalmente,livre. O meu corpo funciona já automaticamente. Não me preocupo com a respiração ou a corrida. Mal me apercebo do caminho que faço ou do que me rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou já noutro espaço completamente diferente. Num universo perdido algures no escuro e no breu da minha mente. Atravesso essa escuridão e dou por mim a flutuar,bem nas profundezas de um colossal oceano. Não nado,mas as suaves e quentes correntes arrastam-me por distâncias inimagináveis, através de cardumes de peixes multicolor e por entre labirintos de coral,tudo num piscar de olhos, num unico e leve sopro.&lt;br /&gt;Algo brilha por cima da minha cabeça. Algo de que me aproximo rápidamente,até que por fim dou á costa,nadando por entre ondas selvagens...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...que me entregam a um mundo diferente. Um quarto vazio de qualquer decoração. Sem janelas nem portas. Apenas um espelho enorme se encontra á minha frente,mas por alguma razão, e para meu alivio, não vejo o meu reflexo. Nada ali me agride com os meus próprios traços, com cada linha de imperfeição tão odiada. Nada ali me lembra de mim próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma passada.&lt;br /&gt;Duas passadas.&lt;br /&gt;Três passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberto a respiração devagar e enquanto o faço volto a colocar a armadura. Reconstruo todas as minhas defesas e abandono aquele quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim,páro de correr.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-6493107320254212659?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/6493107320254212659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=6493107320254212659&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/6493107320254212659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/6493107320254212659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/09/um-passo-de-cada-vez.html' title=''/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-1367835190773365208</id><published>2009-08-25T17:20:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T17:55:27.823-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho esta dor na nuca que não me deixa esquecer. É um grito constante que aponta todos os meus erros.&lt;br /&gt;Parece que até o meu próprio corpo se está prestes a revoltar,a berrar de desespero para depois definhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto esta pressão no crâneo que não me deixa esquecer. Sinto-me esmagado sob o peso da inutilidade,torturado por já não saber como é ser querido,desejado,necessário ou confiante o suficiente para nem sequer perder tempo a escrever estas palavras.&lt;br /&gt;Tenho saudades disso,de saber tudo,de saber todos os ontens,hojes e amanhãs,sem nada recear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser eu a viver a minha vida,em vez de ser a vida a desgastar-me, a corroer-me minuto a minuto,dia a dia,sem cessar.&lt;br /&gt;Quero deixar pegadas que durem para sempre,que resistam ao passar das marés e das tempestades e que sirvam como um trilho,um caminho que guie as pessoas até aquilo que eu fui. Aquilo que eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu não quero saber de dinheiro,de estatutos,de cursos superiores ou dos julgamentos superficiais daqueles que vêem o mundo através do seu próprio reflexo.&lt;br /&gt;Deixem-me ser recepcionista,trolha ou almeida. Deixem-me pagar a minha própria renda num apartamento mínimo onde as divisões se confundem e as janelas dão para outras janelas. Deixem-me cozinhar a minha própria comida,mesmo que saiba mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu não sou apenas um cheque ao fim do mês. Porque acredito que algures,em algum momento,haverá uma mulher (daquelas a sério) que será feliz ao meu lado só porque sim, apenas e só porque eu estou ali, e ela também,ali,comigo. Os dois,juntos, com sorrisos matinais e murmurios nocturnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta dor,sempre aqui,nas costas da mente,não me deixa esquecer. Passou já muito tempo desde que caí e,sem saber porquê,continuo sem me conseguir levantar. Tenho rastejado e falhado,perdido oportunidades e cometido erros.&lt;br /&gt;E agora tudo me parece dificil. Mesmo uma vida simples.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-1367835190773365208?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/1367835190773365208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=1367835190773365208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/1367835190773365208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/1367835190773365208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/08/tenho-esta-dor-na-nuca-que-nao-me-deixa.html' title=''/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-7733906917307046549</id><published>2009-08-17T15:55:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T18:01:26.645-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olho para as minhas mãos e pergunto-me se elas ainda sabem tocar. Não sei se os meus lábios ainda sabem beijar,ou se os meus olhos ainda sabem ler as entrelinhas de um suspiro. Espero não ter esquecido o som de um "adoro-te" ou de um "quero-te".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio uma revista e encontro (mais) um artigo sobre sexo. Soa-me tudo muito semelhante a um qualquer manual de instruções. Como se fazer amor fosse pouco diferente de montar um armário comprado no Ikea.&lt;br /&gt;Concluo que para fazer tudo "pelas regras",precisaria de um cronómetero,mapa,binóculos,lanterna e talvez uma bussula. O que me assusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que já não me sei orientar através de leves toques e sussurros? Ou ainda sei como desvendar todos os segredos que esconde um beijo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei. Não posso trocar murmurios com o ar. Não posso tocar o que não está lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de alguém que me ajude a recordar tudo. Até o que não aprendi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-7733906917307046549?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/7733906917307046549/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=7733906917307046549&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7733906917307046549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7733906917307046549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/08/olho-para-as-minhas-maos-e-pergunto-me.html' title=''/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-5590801427062390758</id><published>2009-05-16T17:42:00.001-07:00</published><updated>2009-05-16T18:42:04.234-07:00</updated><title type='text'>Ecos</title><content type='html'>Pensei que estivesse terminado. Esquecido. Apagado. Tudo enterrado num qualquer terreno baldio da minha memória,numa campa sem nome nem laje.&lt;br /&gt;Mas através do nevoeiro cerrado do sono tu consegues esgueirar-te sem que eu te veja,quebras uma qualquer fechadura que desconheço e moves-te silenciosamente,pouco mais sólida do que uma sombra na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de feiticeira és tu,que flutuas através do tempo como se nada fosse,que te escondes por entre as silhuetas difusas das minhas memórias e te infiltras nos meus sonhos apenas para os assombrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O aroma do teu cabelo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os teus beijos, ora suaves,ora ardentes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A tua pele macia e os teus olhos que tudo viam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As palavras sussurradas na noite e o teu corpo colado ao meu. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipnotizas-me com esse teu feitiço intemporal e tudo isto me parece real, como se nunca o tivesse esquecido,como se o mundo tivesse parado de girar desde então. &lt;br /&gt;De bom grado me entrego a estes pesadelos doces e reconfortantes, desejoso de reviver tudo de novo.Na esperança de te ter de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Dias alegres e sem fim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A confiança absoluta que sentia em ti.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O calor provocado por uma simples palavra murmurada ao ouvido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Toda a paz do mundo conseguida com um: "adoro-te".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto,sinto-me a encolher,a esmagar a almofada entre os dedos com medo,aterrorizado com a certeza de que tudo vai mudar. Num ápice.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo o que devia ter sido e não foi. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todos os erros descabidos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo o que pensei ser,mas não era. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tudo o que pensei ver em ti,mas não vi.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As palavras que ficaram por dizer.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E as que deviam ter sido caladas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A imensidão de tudo o que podíamos ter conseguido juntos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O vazio escuro e doloroso provocado por esse falhanço. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As saudades que me esmagaram o peito durante tanto tempo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E é então que acordo,banhado em suor e enrolado nos lençóis encharcados. De algum modo,o teu feitiço ainda se agarra ténuemente á minha medula,apesar dos largos meses,&lt;strong&gt;apesar dos anos&lt;/strong&gt;,que se passaram e impuseram entre nós.&lt;br /&gt;Um pálido e fraco luar invade-me o quarto enquanto reconstruo,lentamente,os muros que antes se erguiam entre os nossos mundos.&lt;br /&gt;As árvores agitam-se e sussuram lá fora á medida que tu te retiras de novo,deslizando pelas sombras nocturnas como o fantasma do passado que és. Fizeste o que tinhas a fazer e nada mais te prende aqui.&lt;br /&gt;O teu encantamento tenebroso foi lançado e tudo o que deixas para trás é insignificante. O único vestigio que abandonas,sem olhar para trás,sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Surpreendido por ter sonhado contigo,após tanto tempo. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sentindo-me incrivelmente estúpido e envergonhado. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Apercebendo-me de que estou irremediavelmente só.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-5590801427062390758?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/5590801427062390758/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=5590801427062390758&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/5590801427062390758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/5590801427062390758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/05/ecos.html' title='Ecos'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-7645500160866597491</id><published>2009-04-30T17:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T18:40:15.543-07:00</updated><title type='text'>Aparentemente,a pensar demais</title><content type='html'>Não sei como vim aqui parar. Não a este restaurante,mas a este estado apático e solitário que me torna tão cativante como uma parede cinzenta. Dezenas de pessoas riem,dançam,gritam e cantam,verdadeiramente divertidas,enquanto eu me sento no meio de todas elas,tendo como companhia um copo de água e outra pessoa,também ela deslocada,de quem eu nem sequer gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade,conheço apenas três pessoas no meio desta multidão,duas das quais já não me dizem absolutamente nada. A única que considero verdadeiramente minha amiga,diverte-se,naturalmente,com as outras vinte e cinco pessoas que conhece.&lt;br /&gt;Rodeado por toda aquela alegria,pergunto-me a mim mesmo: " O que é que me aconteceu?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me recordo de épocas em que também eu ria,gritava e simplesmente esquecia tudo,acompanhado por amigos e amigas que,pensei eu na altura,estariam &lt;em&gt;ali &lt;/em&gt;para sempre.&lt;br /&gt;Mas não ficaram. Já não estão.&lt;br /&gt;Não sei quem ou o quê mudou no meio de tudo isto. Apenas sei que não gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz sentido continuar aqui,num sitio onde ninguém me conhece,nem niguém sentirá a minha falta. &lt;em&gt;Ninguém. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Portanto,despeço-me da única pessoa que importa no meio de toda aquela confusão e abandono-me pelas ruas escuras da cidade.&lt;br /&gt;A noite só agora começa a abrir os olhos.Centenas de pessoas cruzam-se no meu caminho,passando por mim sem me ver ou ouvir,tomando-me por apenas mais uma sombra esbatida e perdida algures numa viela.Estranhamente,sinto algum conforto nesse facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deslizo silenciosamente até ao metro que se encarregará de me abraçar silenciosamente e carregar até a outra parte da cidade.&lt;br /&gt;Um bêbado fala sozinho ao meu lado. O cheiro a bagáço é forte o suficiente pare me obrigar a desviar a cara mas,pelo reflexo do vidro,observo enquanto ele se começa a tornar insuportável.&lt;br /&gt;Por alguma razão,afogada algures em alcóol,o homem decide meter-se com duas raparigas alemãs que conversavam calmamente ao pé da porta. Elas fogem educadamente mas ele vai atrás,sempre a resmungar alguma coisa que só ele entende.&lt;br /&gt;Uma das raparigas olha para mim e vejo medo nos seus olhos azuis,um medo brusco e desesperado de quem está longe de casa,longe de quem a possa ajudar. Talvez ela procure essa ajuda em &lt;em&gt;mim&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;Não sei explicar porquê,mas esse facto desperta um pequeno ardor no meu peito,uma fúria que eu já não sentia há algum tempo. Sinto um nó a formar-se na garganta e a minha mente a ficar vazia,totalmente desprovida de emoções ou sentimentos.&lt;br /&gt;Resta apenas o desejo incontrolável de esmurrar aquele homem com toda a força,mas não apenas para o aleijar ou afastar. Quero sentir osso a bater em osso,pele a rasgar pele e o sangue dele a manchar-me dedos. Quero ouvi-lo a gritar de dor e de &lt;em&gt;medo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Subitamente ele cala-se,enrosca-se a um canto da carruagem e adormece. Tão rápido que quase parece ter desmaiado.&lt;br /&gt;Dou por mim meio em pé e com uma mão firmemente cerrada.&lt;br /&gt;Respiro fundo e regresso ao meu lugar sem voltar a dirigir um olhar quer ao bêbado quer ás alemãs.&lt;br /&gt;Já não tem importância. Já &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt; tem importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momentos mais tarde o volante do meu carro desliza já pelas minhas mãos enquanto eu percorro os ultimos rasgos de estrada da minha noite. Sinto-me inexplicávelmente sozinho e algures nas traseiras da minha mente,algo me parece querer dizer que isso é culpa minha. É&lt;em&gt; tudo&lt;/em&gt; culpa minha.&lt;br /&gt;Sinto-me irremediavelmente perdido,sem conseguir imaginar um futuro porque,na realidade,não tenho nada no presente.&lt;br /&gt;Existe apenas uma infíma réstea de esperança que brilha ténuamente,nada mais do que uma hipótese por explorar.&lt;br /&gt;Uma chance que,se se realizar,poderá levar-me para bem longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no entanto,talvez me leve para mais perto de mim mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-7645500160866597491?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/7645500160866597491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=7645500160866597491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7645500160866597491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/7645500160866597491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2009/04/aparentementea-pensar-demais.html' title='Aparentemente,a pensar demais'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-1697612770492212573</id><published>2008-07-26T20:19:00.000-07:00</published><updated>2008-07-26T20:52:10.307-07:00</updated><title type='text'>Virus</title><content type='html'>As mesmas imagens repetidas vezes sem conta. As mesmas palavras, os mesmos sons.&lt;br /&gt;Os mesmos sentimentos. Tudo de novo, uma e outra vez, sem parar, sem tempo para respirar ou descansar.&lt;br /&gt;Parece que nem um dia se passou, apesar de todos os meus esforços para esquecer.&lt;br /&gt;Que obsessão, que vicio é este? Que parasita é este que rasteja dentro da minha pele, alimentando-se da minha alma,da minha vida e que, ao longo deste ano, me transformou numa sombra miserável e tristonha, num reflexo pobre e distante de quem outrora fui?&lt;br /&gt;Por mais que tente, por mais que enterre as unhas no meu crânio e grite até que os pulmões ameacem rebentar,não me consigo recompôr. Não sei qual o antidoto para este veneno.&lt;br /&gt;Saio á rua e vejo tudo através de uma névoa cerrada. Mal me apercebo do mundo á minha volta. O simples acto de ali estar,á luz do sol, envergonha-me e obriga-me a esconder-me desta maneira.&lt;br /&gt;E por mais que tente, por mais que queira pedir ajuda e encontrar alguma mão que me puxe deste poço onde caí, simplesmente não consigo.&lt;br /&gt;Estou irremediavelmente perdido, sozinho,abandonado a mim mesmo. Fugir parece ser a unica alternativa. Descobrir um mundo novo,cheio de vozes e rostos nunca antes vistos,repleto de cores que eu nunca sonhei...cores que esqueci. O arco-irís que deixei caír nos teus olhos e nunca mais recuperei. E a cada dia que passa odeio-me mais e mais por isso. Por ter sido tão idiota, ao pensar que tu o guardarias. Que tu saberias.&lt;br /&gt;Odeio-me por ainda não te ter esquecido,após tanto tempo. Sinto as tripas a contrairem-se e um vómito preso na garganta, ao aperceber-me de que só eu fiquei assim preso, amarrado a memórias estúpidas de sentimentos que só eu vivi,na ridicula esperança de que tu os partilhasses.&lt;br /&gt;Tudo o que resta é este verme em que me transformei e o único culpado sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único culpado sou eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-1697612770492212573?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/1697612770492212573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=1697612770492212573&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/1697612770492212573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/1697612770492212573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2008/07/virus.html' title='Virus'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-3506041282855651571</id><published>2008-06-21T17:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T18:42:00.553-07:00</updated><title type='text'>Noite de Verão - Talvez um conto de terror.</title><content type='html'>A noite está abafada. Uma brisa sussurrante e quente sopra por entre as folhas das árvores,quase como se não existisse. O mundo está banhado pela luz amarelada dos candeeiros velhos,abandonados ao calor da noite naquele parque deserto.&lt;br /&gt;Tudo me parece estático, como se eu caminhasse por uma fotografia mal tirada e fosse apenas um borrão num ambiente desfocado.&lt;br /&gt;E algures nessa névoa nocturna, algo captou a minha atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lua cheia brilha lá em cima, rodeada por uma nuvem de estrelas reluzentes. E essa luz pálida reflecte-se no chão,a milhões de quilómetros de distância dos astros, mas a apenas alguns metros de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há qualquer coisa a brilhar no alcatrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instintivamente,sinto medo. Ao olhar aquele ponto luminoso no chão perco a força nas pernas,sinto-as a tremer e os joelhos a ceder sob o peso do meu próprio pânico.Num piscar de olhos dou por mim coberto por uma fina camada de suor gelado e o meu coração parece querer encolher-se e desaparecer pelo meu peito dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafiando todo e qualquer tipo de lógica, dou um passo em frente. Um passo vagaroso, pesado, como se um enorme buraco se tivesse aberto á minha frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a principio não reparei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avanço mais uns metros de olhos colados naquele ponto de luz enganador. A curiosidade estupida e a vontade de descobrir o que aquilo é fácilmente substituiram o medo inicial. Fazendo-me avançar de encontro a algo tão hórrivel,tão hediondo e feio que poucas palavras o podem descrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Á medida que me aproximo, começo a notar-lhe a superficie. Pareceu-me metália a principio, mas é na realidade vidro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu corpo está vazio. Apenas a minha cabeça parece pesar uma tonelada,enquanto uma dor intensa a martela incessantemente. Todos os meus sentidos me gritam para que saia dali a correr. Sei que devia virar costas e sair disparado dali para fora. Mas não consigo&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho de o ver melhor. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho de lhe tocar. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quero saber que monstro se esconde ali.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por fim baixo-me e, com a lua sobre mim, dou os ultimos passos em direcção ao meu fim. Pego,finalmente, naquele ojecto estranho, que agora me parece queimar a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubro que é apenas o pedaço partido de um espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criatura monstruosa que nele se esconde não é nada mais que o meu reflexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-3506041282855651571?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/3506041282855651571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=3506041282855651571&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/3506041282855651571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/3506041282855651571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2008/06/noite-de-vero.html' title='Noite de Verão - Talvez um conto de terror.'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-4310292885754731498</id><published>2008-05-15T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T16:53:46.439-07:00</updated><title type='text'>Mais do que sombras</title><content type='html'>A nossa sociedade é cinzenta. Já todos chegámos a essa conclusão. Somos milhões de pessoas aglomeradas numa massa disforme e lamacenta,um rio imenso que se infiltra em todas as pequenas rachas e buracos, até que acabamos por nos afogar a nós próprios.&lt;br /&gt;Tudo isto é, ou devia ser, um dado adquirido.&lt;br /&gt;Algures nesta sociedade, já de si entediante e amorfa, há uma série de pessoas cuja profissão as obriga a lidar com o grande público, com as massas, desde as classes altas até ao zé povinho, cara a cara.&lt;br /&gt;Falo dos empregados de balcão,das pessoas que vos atendem numa loja de roupa, das pobres raparigas que milhares de velhos rebarbados assediam nos restaurantes, do rapaz da livraria ou do vendedor de automóveis. Refiro-me áqueles que, quase sempre, são invisiveis aos olhos das outras pessoas, como se não fossem mais que um pedaço de mobilia, ou uma espécie de criatura bizarra para a qual nem vale apena olhar.&lt;br /&gt;Ironicamente, estas pessoas são a espinha dorsal deste país.Da mesma forma que sem &lt;em&gt;almeida&lt;/em&gt;s estaríamos todos a nadar num belo mar de lixo e bosta, sem estas pessoas a sociedade simplesmente desabaria. O capitalismo e consumismo em que vivemos estaría condenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que falo por experiência própria.&lt;br /&gt;Ao fim de mais de um ano a trabalhar numa grande superficie comercial, numa loja de pronto a vestir, posso afirmar com orgulho que já lidei com todo o tipo de pessoas. Novas, velhas, feias, lindas de morrer, ricos, pobres, miseráveis, bêbados, chanfrados, lunáticos, simpáticos, antipáticos, grandes cabrões, mal educados, anões, cegos, surdos, daltónicos, ladrões, traficantes, prostitutas,chulos,ministros,doutores,actores,apresentadores...&lt;br /&gt;Simplesmente tudo o que se possa imaginar. Não me consigo lembrar de todas as pessoas com quem já lidei, mas muitas vezes surpreendo-me quando dou por mim a reconhecer muitas delas. De certa maneira, todas estas pessoas marcaram uma parte importante da minha vida. Os  rostos que vi durante este ano e meio, todos eles contribuiram em alguma coisa para a pessoa que sou agora, neste preciso momento em que escrevo estas palavras.&lt;br /&gt;E no entanto, tenho a certeza absoluta que entre essas centenas (provavelmente milhares) de pessoas, não há nem uma que fosse capaz de me reconhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou apenas uma memória temporária e descartável. Tão fútil e superficial como os artigos que lhes vendi ou tentei vender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que todas as pessoas deviam ter um emprego destes, pelo menos uma vez na vida, nem que fosse por pouco tempo.Acho que as ajudaria a perceber e a descobrir o tipo de mundo doido e egoista em que vivemos.&lt;br /&gt;Gostava de ver a cara de um senhor doutor ao ter de lidar com uma velha a cheirar a bafio, que lhe grita e quase lhe bate por causa de um par de meias. Queria mesmo muito ver a reacção de uma senhora baronesa,duquesa, ou uma outra &lt;em&gt;tia &lt;/em&gt;qualquer, ao ver-se rodeada por 15 luso-africanos (palavra bonita) que roubam tudo a que conseguem deitar a mão.&lt;br /&gt;Adorava ver estes papeis invertidos. Uma velha senil e mal-cheirosa a ter que lidar com a arrogância e o cinismo de um senhor doutor. Um luso-africano (palavra mesmo jeitosa) forçado a aturar duas &lt;em&gt;tias&lt;/em&gt; irritantes, de nariz no ar e voz estridente, que teimam em falar como se ele nem estivesse ali.&lt;br /&gt;Queria por tudo neste mundo espetar um valente murro na cara de todas aquelas pessoas que entraram no meu local de trabalho a três, dois, ou até mesmo a um minuto da hora de fecho, que por sinal era a meia noite. Se pudesse, batia-lhes ainda outra vez, por cada minuto absurdo que lá ficaram após o fecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui, durante todo aquele ano e meio, pouco mais que uma sombra a viver num reino invisivel. Pouco mais que uma imagem distorcida aos olhos dos outros,algo insignificante e pouco digno de nota.&lt;br /&gt;E no entanto, agora que esse capitulo da minha vida acabou, sei que cresci e atingi um nivel superior.Um patamar que me permite olhar de cima para todos aqueles que nem se lembraram de me olhar nos olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-4310292885754731498?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/4310292885754731498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=4310292885754731498&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/4310292885754731498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/4310292885754731498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2008/05/mais-do-que-sombras.html' title='Mais do que sombras'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1847718719220178355.post-3150119884946845415</id><published>2008-05-04T01:04:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T17:04:34.114-07:00</updated><title type='text'>Número Não Identificado</title><content type='html'>O meu télémovel deslizou pela secretária,vibrando ao ritmo da chamada que chegava.&lt;br /&gt;Olho para o pequeno ecrã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Número não identificado"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas palavras piscam repetidamente e eu acabo por atender, sem pensar muito nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-"Estou sim?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-"Olá Luis, sou eu."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que és tu. Antes ainda de te ouvir reconheci o teu silêncio. E durante o segundo que demoras a dizer o meu nome, penso para mim mesmo: &lt;strong&gt;" Fodasse."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Enunciamos as falas da praxe. Sim, está tudo bem comigo. Penso duas vezes em perguntar-te o mesmo. Ao fim de quase um ano, descubro que ja nao te consigo imaginar do outro lado da linha como antes fazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És sucinta ao dizer-me o que queres. E eu fico calado por uns segundos, embasbacado e com ar de parvo, de olhos fixos na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O nome de um autor de um livro...?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de simplesmente desligar o télémovel.Debati-me com esse impulso durante o que me pareceu um dia inteiro. Devem ter passado apenas uma ou duas batidas de coração.&lt;br /&gt;Acabei por simplesmente dar-te a resposta que querias.E depois disso um silêncio, daqueles bem desconfortáveis e que ameaçam rasgar os timpanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim,decidi-me a quebrar o clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"Então,que tens feito?" - Quase que me engasgo nas palavras, de tão estupidas que me soam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o resto foi conversa de xaxa. Quando desliguei a chamada, ainda tentei perceber se tinha acabado de ter aquela conversa. Pareceu-me que os ultimos cinco minutos tinham sido fruto de um sonho muito estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, a voz era a tua. Ao fim de um ano, aquela era a tua doce voz, da qual já não ouvia (nem queria ouvir) noticias ha muito tempo. Depois de todo este tempo,aquela eras mesmo tu, a perguntar-me se eu sabia o &lt;strong&gt;nome de um autor de um livro.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Fiquei um bom bocado a olhar para o telemovel. Por fim, só me ocorreu um unico e inteligente pensamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"Merda para as chamadas anónimas."&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1847718719220178355-3150119884946845415?l=escrevoasvezes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/feeds/3150119884946845415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1847718719220178355&amp;postID=3150119884946845415&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/3150119884946845415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1847718719220178355/posts/default/3150119884946845415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://escrevoasvezes.blogspot.com/2008/04/nmero-no-identificado.html' title='Número Não Identificado'/><author><name>LB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02405859732464610792</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_2zQ5swhTMB0/StJwRLc_M7I/AAAAAAAAAAo/ukYL4WOe_gY/S220/DSC03041.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
